A cirurgia refrativa é o caminho para quem busca independência dos óculos e das lentes de contato. Para muita gente, não é só estética. É praticidade real: acordar e enxergar, dirigir sem ficar procurando óculos, treinar sem embaçar, viajar sem levar estojo, solução, lente reserva e aquele medo de “perdi uma lente no meio do dia”.
E o melhor é que hoje existe mais de uma forma de chegar nesse resultado. Seja por tecnologia a laser (como LASIK e PRK) ou pelo implante de lentes avançadas, a Dra. Medéia Coradini conduz uma avaliação completa e personalizada para corrigir miopia, hipermetropia e astigmatismo com segurança. O foco aqui não é “fazer uma cirurgia e pronto”, e sim te colocar no procedimento certo para o seu olho, com previsibilidade e tranquilidade.
Técnicas de cirurgia refrativa a laser
As técnicas mais conhecidas de cirurgia refrativa são feitas com laser, como LASIK e PRK. De forma simples, o laser remodela a curvatura da córnea para corrigir o grau. É um procedimento moderno, rápido e com recuperação previsível para a maioria dos pacientes, quando bem indicado.
Uma vantagem do laser é a eficiência. Em muitos casos, o procedimento dura poucos minutos por olho e, com os cuidados certos, o retorno às atividades acontece em pouco tempo. Claro: cada técnica tem suas particularidades. Há perfis em que o LASIK pode ser uma escolha melhor e outros em que o PRK faz mais sentido. Essa definição não é “tendência”, é critério médico baseado em exames e no formato da sua córnea.
Lentes fácicas: uma alternativa para miopias altas
Para muitos pacientes que acham que “não têm solução”, existe uma alternativa importante: as lentes fácicas.
Para quem tem córneas finas ou graus muito elevados, o laser pode não ser recomendado. E é comum o paciente ouvir um “não dá” e simplesmente se conformar com óculos e lentes para sempre. Nesses casos, as lentes fácicas (como a ICL) podem ser uma alternativa a considerar.
O conceito é direto: em vez de “gastar córnea” com laser, a lente fácica é implantada dentro do olho para corrigir o grau, mantendo o cristalino natural. Diferente da cirurgia de catarata, aqui não se remove o cristalino, e essa opção costuma ser considerada em casos mais desafiadores para o laser.
Essa técnica pode ser relevante para pacientes com alta miopia ou com limitações anatômicas para o laser. Não é improviso: é uma técnica já estabelecida, desde que indicada com avaliação criteriosa.
Indicações e avaliação pré-operatória
Em cirurgia refrativa, a regra de ouro é segurança. A indicação correta começa antes do centro cirúrgico: começa no consultório, com exame detalhado e conversa franca sobre objetivos e expectativas.
A avaliação pré-operatória inclui análise do grau, da estabilidade da refração, da saúde da córnea, da superfície ocular e do fundo do olho. Cada detalhe importa para evitar surpresas e para escolher a técnica mais adequada, seja laser ou lente fácica.
Quem pode realizar a cirurgia?
De forma geral, alguns critérios são fundamentais:
- Grau estabilizado (sem mudanças significativas no último período)
- Saúde ocular em dia, sem alterações que contraindiquem o procedimento
- Exames detalhados mostrando que a córnea e as estruturas internas estão adequadas
- Expectativas alinhadas, entendendo o que a técnica pode entregar para o seu caso
A decisão final é sempre individual. E é exatamente por isso que uma avaliação bem feita faz diferença: ela evita indicação genérica e ajuda a escolher o caminho mais adequado ao seu caso.
Dra. Medéia Coradini, oftalmologista (CRM 161100 | RQE 100683), com foco em cirurgia de catarata, retina e neuro-oftalmologia.
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