Falar em cirurgias oculares costuma despertar duas sensações ao mesmo tempo: esperança de voltar a enxergar bem e um friozinho na barriga por imaginar qualquer procedimento “no olho”.
E isso é completamente normal. A boa notícia é que, hoje, a oftalmologia cirúrgica evoluiu muito: com técnica, planejamento e tecnologia, é possível tratar doenças que antes levavam a perda visual importante, com recuperação cada vez mais rápida e segura.
Na prática, o que torna uma cirurgia mais tranquila não é só a habilidade cirúrgica. É o conjunto: avaliação detalhada antes, indicação correta, exames bem interpretados, escolha de materiais adequados e um pós-operatório conduzido com cuidado e orientação clara.
É assim que a Dra. Medéia Coradini trabalha: com precisão, critérios bem definidos e um olhar humano para a experiência do paciente, do primeiro contato ao retorno final.
Cirurgia de Catarata:
Recuperação da Visão
A cirurgia de catarata é indicada quando o cristalino (a “lente natural” do olho) fica opaco, causando visão embaçada, perda de contraste, incômodo com luz e dificuldade progressiva para atividades como dirigir, ler e reconhecer rostos.
O procedimento consiste em remover o cristalino que perdeu transparência e substituí-lo por uma lente artificial, chamada de LIO (lente intraocular). Em geral, é uma cirurgia muito bem estabelecida na medicina, com alto índice de sucesso quando bem indicada e planejada.
O ponto mais importante é entender que catarata não é “só idade”. É um processo natural em muitos casos, mas precisa ser acompanhado com critério: o momento certo de operar é quando a catarata começa a limitar a sua rotina ou quando o médico identifica que a opacidade já está prejudicando sua visão com impacto real.
Técnica de Facoemulsificação e Implante de LIOs
A técnica mais utilizada atualmente é a facoemulsificação, que usa ultrassom para fragmentar o cristalino opaco e removê-lo com delicadeza, por uma incisão pequena. Depois, entra a etapa crucial: o implante da LIO, a lente intraocular.
A escolha da lente não é “uma para todo mundo”. Ela depende de exames pré-operatórios, do seu grau, do formato do olho, do estilo de vida e do que você prioriza no dia a dia (por exemplo, leitura, direção noturna, uso de telas). Esse planejamento faz diferença no resultado, porque o objetivo não é apenas tirar a catarata, e sim devolver qualidade visual com previsibilidade.
Cirurgia de Retina:
Intervenções Vitreorretinianas
A retina é a camada responsável por captar a luz e enviar as informações ao cérebro. Quando ela é afetada, a visão pode mudar rapidamente, e alguns quadros exigem intervenção cirúrgica para preservar o que há de mais valioso: sua capacidade de enxergar.
A cirurgia de retina envolve procedimentos chamados de vitreorretinianos, voltados para tratar alterações no fundo do olho, como descolamentos, hemorragias vítreas, tração sobre a retina e alguns tipos de buraco macular. Nesses casos, a urgência e o planejamento técnico caminham juntos.
Além de tratar, a cirurgia tem um papel importante de estabilização: reduzir risco de progressão, controlar complicações e proteger o nervo óptico e a estrutura retiniana, dependendo da condição.
Vitrectomia, Retinopexia e Injeções Intravítreas
A vitrectomia é um procedimento em que o cirurgião remove o vítreo (o gel transparente que preenche o interior do olho) quando ele está comprometido ou interferindo na retina. Ela é utilizada em diferentes cenários, incluindo hemorragia vítrea, tração e algumas complicações de doenças como diabetes, além de descolamento de retina em casos selecionados.
A retinopexia é uma técnica usada para reposicionar e fixar a retina quando há descolamento ou risco relevante de descolamento, com suporte de recursos como gás ou laser, conforme indicação.
Já as injeções intravítreas são aplicações de medicamentos dentro do olho, realizadas com técnica estéril e altamente controlada, usadas em algumas doenças retinianas, especialmente quando há vazamentos, edema ou neovascularização. A indicação varia muito conforme o diagnóstico, e por isso o mapeamento e o acompanhamento são tão importantes.
Agendar Avaliação Cirúrgica Pré-OperatóriaOrientações e Recuperação Pós-Operatória
Em muitos casos, os procedimentos têm duração relativamente rápida, frequentemente na faixa de 15 a 30 minutos, dependendo da cirurgia e da complexidade. O que muda a experiência do pós-operatório é seguir as orientações com atenção, porque são elas que protegem o resultado.
De forma geral, o paciente recebe instruções sobre colírios, higiene, proteção ocular, exposição ao sol e retorno gradual às atividades. Em cirurgias de retina, pode haver orientações específicas de posicionamento, restrição temporária de esforço e acompanhamento mais próximo, conforme a técnica utilizada.
O mais importante: você não fica “solto” depois da cirurgia. O acompanhamento faz parte do tratamento. O olho tem seu tempo de recuperação, e cada retorno é uma forma de garantir que o processo está evoluindo bem.