A importância do Exame Neuroftalmológico no diagnóstico de Papiledema
Postado em: 13/01/2025
O Papiledema é uma condição que exige atenção imediata, pois pode indicar pressão intracraniana elevada, um problema grave que afeta o nervo óptico.
Detectar o papiledema precocemente ajuda a evitar danos permanentes à visão e possíveis complicações neurológicas.
Nesse contexto, o Exame Neuroftalmológico desempenha um papel central ao oferecer um diagnóstico detalhado e direcionar o tratamento adequado.
Neste artigo, você entenderá como funciona esse tipo de exame e por que ele é indispensável.
Continue a leitura para conferir!
O que é papiledema e por que é grave?
O “Papiledema“ é o inchaço do disco óptico, geralmente causado por pressão elevada dentro do crânio.
Ele é frequentemente associado a condições como:
- Tumores cerebrais;
- Hemorragias intracranianas;
- Trombose venosa cerebral;
- Meningite ou encefalite.
Os sintomas do papiledema podem incluir, por exemplo:
- Visão embaçada ou dupla;
- Perda temporária de visão, especialmente ao mudar de posição;
- Dores de cabeça persistentes;
- Náuseas e vômitos associados a sintomas visuais.
Sem diagnóstico e tratamento, o papiledema pode causar atrofia do nervo óptico e cegueira.
O papel do exame neuroftalmológico no diagnóstico
O “Exame Neuroftalmológico“ é essencial para detectar o papiledema e identificar sua causa subjacente.
Durante a consulta, o neuroftalmologista avalia a saúde ocular e realiza testes específicos que fornecem um panorama detalhado do estado do nervo óptico.
As etapas mais comuns incluem:
- Exame de fundo de olho: Com o uso de um oftalmoscópio, o especialista analisa o disco óptico, buscando sinais de inchaço característicos do papiledema.
- Teste de acuidade visual: Avalia possíveis alterações na capacidade de enxergar, que podem ocorrer devido ao inchaço do nervo.
- Campimetria visual: Detecta alterações no campo visual causadas pela compressão do nervo óptico.
- Exame neurológico complementar: Investiga reflexos pupilares e outros sinais que podem indicar aumento da pressão intracraniana.
Esses exames são muito importantes para confirmar o diagnóstico e guiar a investigação da causa do papiledema.
Exames de imagem complementares
Além do exame neuroftalmológico, é comum que o médico solicite exames de imagem para identificar a origem do problema.
Entre os principais, estão:
- Ressonância magnética (RM): Fornece imagens detalhadas do cérebro, permitindo detectar tumores, hemorragias ou outras condições que elevam a pressão intracraniana.
- Tomografia computadorizada (TC): Ajuda a identificar alterações estruturais no crânio e cérebro.
- Angiografia venosa cerebral: Avalia a circulação sanguínea no cérebro, essencial em casos suspeitos de trombose venosa.
Esses exames fornecem informações complementares que ajudam a planejar o tratamento mais eficaz.
Diagnóstico e tratamento do papiledema
O diagnóstico precoce do papiledema é importante para evitar danos permanentes à visão e ao cérebro.
Uma vez identificado, o tratamento é direcionado à causa subjacente e pode incluir, por exemplo:
- Medicamentos para reduzir a pressão intracraniana;
- Procedimentos cirúrgicos, como derivação ventricular, em casos graves;
- Monitoramento contínuo com o neuroftalmologista.
Se você apresenta sintomas como os mencionados anteriormente ou outras alterações na visão, não adie a busca por atendimento. O exame neuroftalmológico pode fazer toda a diferença na identificação tanto do papiledema quanto de outras condições!
Espero que o conteúdo tenha ajudado. Não deixe de visitar meu site para mais informações sobre neuroftalmologia! Você também pode marcar uma consulta.
Dra. Medéia Coradini
Oftalmologista especialista em Neuroftalmologia, Cirurgias de Catarata com lentes de tecnologia avançada e Cirurgiã de Retina.
CRM: 161.100 | RQE: 100.683
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