Derrame e Visão: Entendendo as conexões neuroftalmológicas
Postado em: 09/12/2024
Você conhece a relação entre Derrame e Visão? O derrame cerebral, ou acidente vascular cerebral (AVC), é uma das principais causas de incapacidades permanentes no mundo, incluindo prejuízos significativos à visão.
As conexões entre o sistema neurológico e os olhos tornam a Neuro-oftalmologia essencial no diagnóstico e manejo das consequências visuais de um derrame.
Alterações na visão podem ser o primeiro sinal de um derrame ou surgir como complicações posteriores.
Por isso, entender essas conexões é fundamental para preservar a saúde ocular e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Neste artigo, vou comentar os possíveis impactos do derrame na visão e como a Neuro-oftalmologia contribui para o tratamento.
Continue a leitura para saber mais!
Como o derrame afeta a visão?
O AVC ocorre quando há uma interrupção no fluxo sanguíneo para uma parte do cérebro, causando danos às áreas responsáveis pela visão, como o córtex occipital, o quiasma óptico e outras estruturas neurológicas.
Entre os principais efeitos do derrame na visão estão:
- Perda de campo visual (hemianopsia): O paciente pode perder parte do campo de visão em um ou ambos os olhos.
- Visão dupla (diplopia): Causada por danos nos nervos cranianos que controlam os músculos oculares.
- Movimentos oculares descoordenados: Resultantes de lesões no tronco cerebral ou cerebelo.
- Perda total da visão (amaurose): Embora menos comum, pode ocorrer devido a danos graves no nervo óptico ou nas vias visuais centrais.
Essas condições afetam não apenas a capacidade de enxergar, mas também a percepção espacial e a mobilidade do paciente.
Diagnóstico neuroftalmológico após um derrame
Após um derrame, é essencial realizar uma avaliação neuroftalmológica detalhada para identificar alterações visuais e neurológicas.
Essa avaliação inclui:
- Testes de campo visual: Para detectar áreas de perda visual.
- Exames de imagem: Como ressonância magnética, que ajudam a localizar as áreas afetadas do cérebro.
- Avaliação dos movimentos oculares: Identificar problemas de alinhamento ou coordenação.
- Testes de acuidade visual e sensibilidade ao contraste: Para determinar o impacto funcional na visão.
O diagnóstico precoce permite uma abordagem mais eficaz e personalizada no tratamento.
Estratégias de manejo das alterações visuais causadas pela relação entre derrame e visão
O manejo das alterações visuais após um derrame depende da gravidade e do tipo de impacto.
Entre as estratégias mais comuns para lidar com a relação entre derrame e visão, estão as seguintes!
Reabilitação visual
A reabilitação é essencial para ajudar o paciente a se adaptar às mudanças visuais. Ela pode incluir:
- Exercícios oculares: Para melhorar a coordenação e a mobilidade ocular.
- Dispositivos ópticos: Como prismas para corrigir a visão dupla.
- Terapias comportamentais: Para treinar o cérebro a compensar as áreas de perda visual.
Controle de fatores neurológicos
É muito importante tratar as condições subjacentes que podem agravar os sintomas visuais, como:
- Hipertensão arterial.
- Diabetes.
- Dislipidemia.
O controle adequado desses fatores reduz o risco de novos AVCs e protege a visão restante.
Apoio multidisciplinar
Uma abordagem integrada com neuro-oftalmologistas, neurologistas, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais é indispensável para uma recuperação completa.
Compreender a relação entre “Derrame e Visão“ é fundamental para garantir um cuidado de qualidade aos pacientes. A Neuro-oftalmologia desempenha um papel diferencial nesse processo, oferecendo suporte especializado para preservar e, quando possível, recuperar a visão.
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Dra. Medéia Coradini
Oftalmologista especialista em Neuro-oftalmologia, Cirurgias de Catarata com lentes de tecnologia avançada e Cirurgiã de Retina.
CRM: 161.100 | RQE: 100.683
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