Quais são as possíveis complicações da cirurgia de catarata?

Postado em: 03/10/2022

Quais as possíveis complicações da cirurgia de catarata?

Atualizado em 19 de agosto de 2026.

Toda cirurgia envolve riscos, e a cirurgia de catarata, mesmo sendo um dos procedimentos mais realizados em oftalmologia, não é exceção. Eu reúno aqui as complicações possíveis, sem alardear o que é raro nem minimizar o que exige atenção, para que você converse com informação na consulta de avaliação.

Como funciona a cirurgia de catarata?

A catarata é a opacificação progressiva do cristalino, a lente natural do olho, que pode levar a visão embaçada e, em estágios avançados, a perda significativa de visão. Eu realizo a facoemulsificação: uma técnica que fragmenta o cristalino opaco com ultrassom, aspira os fragmentos e implanta uma lente intraocular no lugar. O procedimento costuma durar entre 15 e 30 minutos, sob anestesia local, e você geralmente volta para casa no mesmo dia.

Quais são as possíveis complicações?

As complicações podem aparecer nos primeiros dias ou, mais raramente, anos depois do procedimento. Entre as possíveis estão:

  • Descolamento de retina, que pode causar manchas escuras na visão e, se não tratado, evoluir para perda visual significativa;
  • Edema macular cistoide, inflamação no fundo do olho que deixa a visão embaçada, mais frequente em alguns pacientes do que em outros;
  • Lesões na córnea, que em casos raros podem exigir transplante corneano;
  • Olho seco, mais comum em pacientes que já tinham déficit lacrimal antes da cirurgia;
  • Disfotopsias, percepção de clarões ou manchas na visão, mais associadas a lentes multifocais;
  • Sensibilidade excessiva à luz nos primeiros dias, que deve ser investigada se persistir;
  • Endoftalmite, infecção pós-operatória rara, mas grave, que pode causar dor, vermelhidão e perda súbita de visão.

Algumas dessas situações, como olho seco e sensibilidade à luz, costumam ser resolvidas com colírios prescritos no pós-operatório. Outras, como edema macular, descolamento de retina e endoftalmite, são mais graves e exigem acompanhamento próximo, podendo demandar nova intervenção.

Quem tem maior risco de apresentar complicações?

Pacientes com diabetes descontrolado, miopia alta, histórico de cirurgia ocular prévia, uveíte ou uso prolongado de determinados medicamentos têm risco um pouco maior de complicações específicas, como edema macular ou descolamento de retina. Isso não significa que a cirurgia seja contraindicada nesses casos, mas que o planejamento pré-operatório e o acompanhamento pós-operatório precisam ser ainda mais cuidadosos, o que eu levo em conta na avaliação de cada paciente.

Quando procurar atendimento com urgência?

Procure atendimento imediato se, depois da cirurgia, você notar dor ocular intensa, vermelhidão que piora em vez de melhorar, perda súbita de visão ou luzes piscando no campo visual. Esses sinais podem indicar endoftalmite ou descolamento de retina, e quanto mais rápido forem avaliados, maior a chance de um desfecho favorável.

Como eu ajudo a reduzir esses riscos?

Uma avaliação pré-operatória completa, que inclui histórico clínico detalhado e exames específicos, reduz a chance de complicações evitáveis. No pós-operatório, seguir as orientações sobre colírios, repouso e proteção ocular também faz diferença real no resultado.

Perguntas frequentes sobre as complicações da cirurgia de catarata

Toda cirurgia de catarata tem risco de complicação grave?

Não. A maioria das cirurgias transcorre sem complicações significativas. Situações mais graves, como a endoftalmite, são raras.

Complicações aparecem sempre logo após a cirurgia?

Não necessariamente. Algumas, como o edema macular, podem surgir semanas depois, o que reforça a importância das consultas de retorno.

Uma segunda cirurgia sempre é necessária quando há complicação?

Não. Muitas complicações, como olho seco ou sensibilidade à luz, se resolvem com colírios e acompanhamento. Uma nova intervenção só é considerada em casos específicos, como descolamento de retina ou opacificação da cápsula posterior meses depois da cirurgia original.

Uma cirurgia bem indicada elimina o risco de complicações?

Não. Mesmo com técnica adequada e cuidados corretos, nenhuma cirurgia está livre de risco. O que a avaliação cuidadosa e o acompanhamento pós-operatório fazem é reduzir a chance de complicações e permitir identificar qualquer sinal fora do esperado a tempo de agir.

Se você tem dúvidas sobre os riscos da cirurgia de catarata, você pode marcar uma avaliação comigo, Dra. Medéia Coradini, oftalmologista (CRM 161100 | RQE 100683), com foco em cirurgia de catarata, retina e neuro-oftalmologia.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui consulta médica.

Dra. Medéia Coradini

Oftalmologista especialista em Neuro-oftalmologia,
Cirurgias de Catarata com lentes de tecnologia avançada e Cirurgiã de Retina.CRM: 161.100 | RQE: 100.683