Qual é o exame que detecta a catarata?
Postado em: 27/03/2023

Atualizado em 19 de agosto de 2026.
A catarata é uma das principais causas de perda de visão reversível, e o diagnóstico correto depende de exame oftalmológico, nunca de autoavaliação pelos sintomas. Eu explico aqui quais exames uso para confirmar a opacificação do cristalino e o que cada um revela.
Quais sinais levam à suspeita de catarata?
Dificuldade para ler, sensação de visão embaçada, sensibilidade à luz, troca frequente do grau dos óculos, percepção de cores desbotadas e piora progressiva da visão são sinais comuns. Costumam aparecer de forma gradual, a partir dos 45 ou 50 anos na maioria dos casos, embora a catarata também possa ocorrer antes dessa faixa.
Quais exames eu utilizo para diagnosticar a catarata?
Oftalmoscopia
Exame que permite observar em detalhe as estruturas internas do olho, incluindo o cristalino e o fundo do olho, importante para confirmar a opacidade e descartar outras alterações associadas.
Exame de lâmpada de fenda
Uso um equipamento com luz pontual que amplia a imagem do olho e mostra com precisão a localização, a extensão e o grau da opacidade do cristalino.
Tonometria
Mede a pressão intraocular. É relevante porque pressão elevada pode indicar glaucoma associado, condição que precisa ser considerada no planejamento do tratamento.
Biometria ocular
Quando a cirurgia já está em avaliação, solicito a biometria para calcular o comprimento do olho e definir o grau da lente intraocular a ser implantada.
Um exame de vista comum já detecta a catarata?
Não necessariamente. Um exame de refração isolado, feito apenas para atualizar o grau dos óculos, pode não avaliar o cristalino com profundidade suficiente. Por isso, a avaliação oftalmológica completa, com os exames acima, é o caminho para confirmar ou descartar a catarata.
Como é a consulta de avaliação?
Na consulta, eu colho o histórico do paciente, incluindo doenças sistêmicas como diabetes e hipertensão, e os sintomas visuais relatados. Em seguida, realizo os exames necessários para confirmar o estágio da catarata e verificar a saúde geral do olho, incluindo retina e nervo óptico. Com esses dados, converso sobre o resultado e, quando indicado, sobre o momento adequado para considerar a cirurgia.
Esses exames identificam outras condições além da catarata?
Sim, e essa é uma das razões pelas quais eu nunca faço apenas um exame isolado. A oftalmoscopia e a lâmpada de fenda, por exemplo, também ajudam a identificar glaucoma, degeneração macular, retinopatia diabética e outras alterações da retina que podem estar presentes ao mesmo tempo que a catarata. Avaliar o olho como um todo evita que uma condição associada passe despercebida enquanto o foco está só no cristalino.
O que acontece depois do diagnóstico?
Quando o exame confirma catarata em estágio inicial, eu costumo apenas acompanhar a evolução, ajustando o grau dos óculos enquanto isso for suficiente. Não há necessidade de cirurgia imediata só porque existe diagnóstico: a decisão depende do quanto a opacidade já interfere na sua rotina.
Com que frequência devo repetir os exames?
Isso depende da idade e do histórico de cada pessoa. Em geral, oriento exames anuais a partir dos 40 anos, com intervalo menor para quem já tem diagnóstico de catarata em estágio inicial ou fatores de risco, como diabetes.
Perguntas frequentes sobre o diagnóstico da catarata
O exame para detectar catarata dói?
Não. Os exames são indolores, embora o colírio usado para dilatar a pupila possa causar sensibilidade temporária à luz.
É possível ter catarata e não perceber nenhum sintoma?
Sim, principalmente nos estágios iniciais. Por isso, exames oftalmológicos regulares são importantes mesmo sem queixa visual.
Preciso de encaminhamento para fazer esses exames?
Não é obrigatório. Você pode procurar diretamente uma avaliação oftalmológica completa sempre que notar mudança na visão, sem depender de encaminhamento prévio.
Esse exame identifica também o grau da catarata?
Sim. O exame de lâmpada de fenda mostra o grau e a localização da opacidade, informação que uso para acompanhar a evolução e decidir o momento adequado para cada conduta.
Se você notou qualquer um desses sinais, você pode marcar uma avaliação comigo, Dra. Medéia Coradini, oftalmologista (CRM 161100 | RQE 100683), com foco em cirurgia de catarata, retina e neuro-oftalmologia.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui consulta médica.
Dra. Medéia Coradini
Oftalmologista especialista em Neuro-oftalmologia,
Cirurgias de Catarata com lentes de tecnologia avançada e Cirurgiã de Retina.CRM: 161.100 | RQE: 100.683