Quais são os sintomas de tumor no nervo óptico?
Postado em: 17/01/2025

Atualizado em 20 de agosto de 2026.
A relação entre a visão e o sistema nervoso central é complexa e interdependente. Tumores Cerebrais podem causar sintomas visuais significativos, sendo muitas vezes identificados inicialmente pelo Exame Neuroftalmológico.
Em diferentes casos, esse tipo de exame possibilita um diagnóstico precoce e, assim, aumenta as chances de um tratamento mais tranquilo.
Hoje vou explicar como o exame neuroftalmológico pode contribuir para a identificação de tumores cerebrais que afetam a visão.
Convido você a continuar a leitura para saber mais!
Como tumores cerebrais podem afetar a visão?
Em diferentes casos, os tumores cerebrais podem pressionar ou danificar áreas do cérebro responsáveis pela visão.
Quando a parte visual é afetada, as alterações podem ocorrer devido ao crescimento do tumor em regiões como:
- Quiasma óptico: Onde os nervos ópticos se cruzam, podendo causar perda de visão periférica.
- Lobo occipital: Área do cérebro responsável pelo processamento visual.
- Trato óptico e nervo óptico: Estruturas que transportam informações visuais dos olhos para o cérebro.
Os sintomas relacionados podem incluir, por exemplo:
- Perda parcial ou total da visão em um ou ambos os olhos;
- Alterações no campo visual, como pontos cegos ou visão em túnel;
- Dificuldade em distinguir cores;
- Movimentos oculares descoordenados ou involuntários.
Esses sinais podem surgir gradualmente ou de forma repentina, dependendo do tipo e localização do tumor.
Vale lembrar que essas alterações nem sempre acontecem, de forma que o tumor pode começar de maneira silenciosa ou trazer outros sintomas não relacionados à visão.
O exame neuroftalmológico como ferramenta diagnóstica
O “Exame Neuroftalmológico“ é um procedimento abrangente que eu utilizo para avaliar as conexões entre os olhos e o cérebro.
Nesse exame, eu avalio:
- Exame de fundo de olho: Permite observar o nervo óptico, identificando sinais de pressão intracraniana elevada ou inchaço, quadro conhecido como papiledema.
- Teste de acuidade visual: Mede a clareza da visão para identificar perdas associadas a danos neurológicos.
- Campimetria visual: Avalia o campo de visão, detectando alterações características de tumores no quiasma óptico ou trato óptico.
- Teste de reflexo pupilar: Verifica respostas pupilares anormais, que podem indicar comprometimento neurológico.
Esses exames fornecem dados para identificar alterações sugestivas de um tumor cerebral.
Quando as alterações visuais são os primeiros sintomas a aparecer e o paciente busca minha avaliação para investigá-los, isso favorece significativamente o diagnóstico precoce do tumor.
Exames complementares para confirmação
Caso o exame neuroftalmológico aponte sinais suspeitos, eu posso solicitar exames de imagem para confirmar o diagnóstico e determinar a localização do tumor.
Entre os mais comuns estão:
- Ressonância magnética (RM): Fornece imagens detalhadas do cérebro, sendo importante para identificar tumores e seu impacto nas estruturas visuais.
- Tomografia computadorizada (TC): Útil em casos onde é necessário obter uma visão rápida da estrutura cerebral.
- Angiografia cerebral: Avalia o fluxo sanguíneo para identificar possíveis compressões vasculares causadas pelo tumor.
Quando necessário, eu encaminho o paciente para outro especialista focado no diagnóstico e tratamento de tumores cerebrais, e passamos a acompanhar o caso em conjunto.
Esses exames complementam as informações obtidas no exame neuroftalmológico, permitindo um diagnóstico mais preciso.
A importância do diagnóstico precoce
Detectar essas condições precocemente é muito benéfico para:
- Prevenir a progressão da perda visual;
- Identificar e tratar a causa subjacente antes que comprometa outras funções neurológicas;
- Melhorar o prognóstico com intervenções mais rápidas e adequadas.
Se você apresenta sintomas visuais inexplicados, recomendo procurar avaliação médica especializada. Um exame neuroftalmológico pode fazer a diferença no diagnóstico de tumores cerebrais e outras condições.
O que o exame neuroftalmológico não substitui
O exame neuroftalmológico é uma ferramenta de triagem e acompanhamento clínico: ele não substitui a ressonância magnética, a tomografia ou outros exames de imagem necessários para confirmar e localizar um tumor cerebral. Ele também não define o tratamento oncológico ou neurocirúrgico, que depende da avaliação de neurologista, neurocirurgião ou oncologista, conforme o caso. O papel do exame é identificar sinais que justifiquem essa investigação complementar.
Quando procurar avaliação
Considero importante buscar avaliação neuro-oftalmológica diante de perda de visão parcial ou súbita, alterações no campo visual (como pontos cegos ou visão em túnel), dificuldade persistente para distinguir cores ou movimentos oculares descoordenados sem explicação. Dores de cabeça associadas a alterações visuais também merecem atenção médica.
FAQ: Perguntas frequentes sobre exame neuroftalmológico e tumores cerebrais
O exame neuroftalmológico é doloroso ou invasivo?
Não. É um exame indolor, composto por avaliações como fundo de olho, acuidade visual, campimetria e teste de reflexo pupilar, realizadas em consultório.
Toda alteração visual indica tumor cerebral?
Não. A maior parte das queixas visuais tem outras causas, oftalmológicas ou não. O exame neuroftalmológico ajuda a identificar quando os sinais são compatíveis com uma investigação neurológica mais aprofundada.
Quem deve procurar o exame neuroftalmológico?
Eu indico o exame para pacientes com sintomas visuais sem causa aparente, e ele também pode ser solicitado por outro médico quando há sinais que sugerem envolvimento neurológico.
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.
Fique à vontade para visitar meu site ou entrar em contato para marcar uma avaliação!
Dra. Medéia Coradini, oftalmologista (CRM 161100 | RQE 100683), com foco em Neuroftalmologia, Cirurgia de Catarata com lentes de tecnologia avançada e Cirurgia de Retina.
Leia também:
- Ligação entre a Neuroftalmologia e Doenças Sistêmicas
- A relação entre Múltipla Esclerose e Saúde Ocular
- Exame Neuro-Oftalmológico no AVC
Dra. Medéia Coradini
Oftalmologista especialista em Neuro-oftalmologia,
Cirurgias de Catarata com lentes de tecnologia avançada e Cirurgiã de Retina.CRM: 161.100 | RQE: 100.683