Catarata em jovens e idosos: diferenças e sintomas

Postado em: 03/11/2025

Entendendo a catarata em jovens e idosos

Atualizado em 19 de agosto de 2026.

A catarata é uma das principais causas de perda de visão no mundo, mais comumente associada ao envelhecimento. No entanto, jovens e até crianças também podem desenvolvê-la, por razões bem diferentes. Eu explico aqui como a condição se manifesta em cada faixa etária e por que isso muda a forma de acompanhar cada caso.

O que é a catarata?

A catarata ocorre quando o cristalino, a lente natural do olho, se torna opaco, resultando em diminuição da visão. Para que a luz seja focalizada corretamente na retina, o cristalino precisa ser transparente, e quando há opacificação a visão fica turva, como se você olhasse através de uma janela embaçada. A condição pode se desenvolver em um ou nos dois olhos.

O que é importante saber sobre a catarata em idosos?

Prevalência e causas

A catarata é muito comum em pessoas idosas. Estima-se que mais da metade dos indivíduos acima de 80 anos tenha catarata ou já tenha passado por cirurgia de catarata. Nessa faixa etária, a condição geralmente se desenvolve como parte do envelhecimento, à medida que as proteínas do cristalino se degradam e se aglomeram.

Sintomas e diagnóstico

Os sintomas em idosos incluem visão turva ou nebulosa, cores desbotadas, dificuldade com luz e visão noturna, além de necessidade frequente de trocar o grau dos óculos. O diagnóstico costuma ser feito em exame oftalmológico de rotina, com testes de acuidade visual e avaliação do cristalino sob dilatação.

Tratamento

Eu indico a cirurgia quando a opacificação já compromete a rotina do paciente. O procedimento remove o cristalino opaco e, na maioria dos casos, o substitui por uma lente intraocular, sendo um dos procedimentos cirúrgicos mais seguros e eficazes da oftalmologia, com recuperação geralmente rápida.

O que é importante saber sobre a catarata em jovens?

Causas e prevalência

Embora menos comum, a catarata pode afetar pessoas de qualquer idade. Em jovens, pode ser congênita, presente desde o nascimento, ou se desenvolver por lesões oculares, uso prolongado de esteroides, diabetes ou outras condições oculares associadas. Cataratas congênitas também podem estar ligadas a síndromes genéticas.

Sintomas e diagnóstico

Os sintomas em jovens podem se parecer com os dos idosos, mas o impacto tende a ser mais significativo no desenvolvimento visual. Em bebês, a detecção precoce é essencial: a ausência do reflexo vermelho no exame ocular é um sinal de alerta, e o diagnóstico tardio pode comprometer a visão de forma definitiva. Em crianças maiores e adultos jovens, uma mudança na visão costuma levar ao diagnóstico durante exame oftalmológico.

Tratamento

O tratamento também é cirúrgico, mas o momento da intervenção varia conforme a causa, a gravidade e a saúde ocular geral do paciente. Em crianças, a intervenção precoce é especialmente importante para evitar ambliopia, o chamado olho preguiçoso, e garantir o desenvolvimento visual adequado.

A recuperação é diferente entre jovens e idosos?

Sim, em alguns aspectos. Crianças pequenas costumam precisar de acompanhamento mais próximo no pós-operatório, incluindo o uso de óculos ou lentes de contato para completar a correção visual, e às vezes terapia de estímulo visual para o olho operado. Já em idosos, a recuperação tende a ser mais previsível, mas condições associadas, como diabetes ou glaucoma, podem exigir atenção adicional durante o acompanhamento.

Como prevenir a catarata em jovens e idosos?

A prevenção é limitada, mas o uso de óculos de sol que bloqueiam radiação ultravioleta e o controle adequado de doenças sistêmicas, como o diabetes, ajudam a reduzir o risco de desenvolvimento precoce.

O acompanhamento evita a catarata em qualquer idade?

Não. O acompanhamento oftalmológico regular não impede o surgimento da catarata, seja em crianças, seja em idosos, mas permite diagnóstico precoce e indicação do tratamento no momento certo, algo especialmente decisivo na infância, quando o desenvolvimento visual ainda está em formação.

Se você notou mudanças na visão, sua ou de alguém da família, você pode marcar uma avaliação comigo, Dra. Medéia Coradini, oftalmologista (CRM 161100 | RQE 100683), com foco em cirurgia de catarata, retina e neuro-oftalmologia.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui consulta médica.

Dra. Medéia Coradini

Oftalmologista especialista em Neuro-oftalmologia,
Cirurgias de Catarata com lentes de tecnologia avançada e Cirurgiã de Retina.CRM: 161.100 | RQE: 100.683